De quem é a culpa?
Diretor da Dux Cobrança declara que ação por erros de dados são de responsabilidade da contratante 14/06/2013 04:50
» Reinaldo Mendes Ribeiro
Tornou-se comum ver notícias sobre ações judiciais por cobrança indevida de empresas, do qual o consumidor se sente constrangido. Para Reinaldo Mendes Ribeiro, diretor da Dux Cobrança, quando acontecem erros por conta dos dados do inadimplente, a responsabilidade é da empresa contratante. "Os contratos hoje em dia possuem cláusulas com isso. Se recebemos uma cobrança indevida, após termos a certeza disso, desculpamo-nos com o cliente devedor e passamos a responsabilidade ao contratante que deveria ter zelado para que isso não ocorresse. Se formos acionados por qualquer que seja o motivo temos que nos preservar contra erros deles e da mesma forma o contratante, também, contra erros nossos", declara. Ribeiro explica que é recebida, no ato da contratação, uma ordem com tudo que devem fazer. "Se recebermos uma ordem para cobrar uma dívida já paga, por exemplo, não temos como sabê-lo e aí a responsabilidade é transferida ao contratante e não ao cumpridor de um mandato contratual", declara. No entanto, o executivo acrescenta que, no caso de serviços mal prestados na hora da cobrança, a empresa contratada responde pelos danos.

Segundo Ribeiro, para que não haja um clima desagradável entre as partes, uma vez que essa relação é de muita importância para manter o cliente, é necessário conversar e esclarecer a dúvida do consumidor na hora da cobrança. "É preciso de cordialidade no contato e questionamento se o devedor tem ciência daquele fato", afirma. Ele acrescenta que, no contato inicial, é preciso verificar o tipo de cliente para aplicar as técnicas correspondentes ao perfil adequado. "Isso requer um constante treinamento pessoal", diz. 

Muitas empresas que não investem em treinamento de funcionários podem ter problemas com relação ao tratamento dos mesmos com o consumidor. O diretor pontua que as principais ações que levam à defasagem da relação entre as partes e, até, às ações judiciais, são o tratamento austero e descortês, atendimento vago, com falta de informações, e inoportunidade de contato com relação à hora e local, além de agressividade verbal e falta com a verdade. Segundo o Ribeiro, é imprescindível que as empresas acompanhem as evoluções do setor de cobrança, para que tenham bons resultados com a ação. "Lembrando que quando falamos em evolução, tratamos além da tecnologia, mas também do treinamento do pessoal que precisa ser constante", conclui.
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