Com disciplina, mais vantagem
No lugar de recorrer a parcelamentos, consumidor deve juntar dinheiro para comprar à vista 07/06/2013 11:05
» Eric Brasil
Entre as opções que o consumidor tem na hora de adquirir um bem, estão o financiamento e o consórcio. Mas, para Eric Brasil, professor da Fecap e coordenador o núcleo de pesquisa da IFECAP, é válido destacar outra opção, que é juntar dinheiro para adquirir o bem à vista futuramente. "Em termos financeiros, é sempre mais vantajoso. Neste caso, ao invés de pagar juros ao financiador ou taxa de administração ao operador do consórcio, o consumidor que for disciplinado pode ir poupando o dinheiro aos poucos e acumular no seu capital os rendimentos obtidos por meio da poupança", destaca. 

No caso do consumidor não ter a disponibilidade para esperar o tempo necessário para juntar dinheiro, os financiamentos e consórcios cumprem papel importante, segundo o professor. "O primeiro, ao permitir a compra imediata de um bem quando não se dispõe ainda dos recursos totais necessários, e o segundo, ao disciplinar o consumidor a fazer a poupança e também permitir a posse do bem antes dos recursos totais serem acumulados, dado que a cada mês ele pode ser contemplado", explica Eric. 

Segundo o professor, o consórcio representa a reunião de pessoas que pretendem comprar o mesmo. "Para isso, elas contribuem mensalmente com um fundo que será usado para comprar os bens, sendo que um ou mais participantes são contemplados para receber o produto a cada mês", diz.  Os participantes do consórcio não pagam juros, pelos bens serem comprados à vista, entretanto, o professor conta que a reunião dessas pessoas é feita por uma empresa especializada, e esta cobra uma taxa de administração do grupo. Já o financiamento representa um empréstimo concedido pelo vendedor ao comprador que não possui os recursos para adquirir o bem à vista. "O financiamento garante a aquisição imediata do produto, mas exige o pagamento de juros ao financiador, o que tende a tornar o valor final da aquisição mais salgado", completa.

Para Eric, os financiamentos são os mais procurados, devido à pressa do consumidor e a falta de conhecimento sobre como funcionam os consórcios. De qualquer forma, ele alerta que a escolha entre as duas modalidades deve ser feita a partir de pesquisa em administradores e instituições, analisando o custo total da aquisição e o tempo que o consumidor pode esperar para receber o bem. "Ou seja, se consumidor pode esperar um pouco mais para usufruir o bem, consórcios costumam ser mais vantajosos. Por outro lado, se ele possui mais recursos disponíveis e tem pressa, financiamento é uma melhor opção", conclui.
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